A força de vontade de Gabriel dos Santos

A força de vontade de Gabriel dos Santos

Força de vontade é uma expressão que define bem a história de Gabriel dos Santos, 27 anos, graduado em Direito pelo Centro Universitário de Sete Lagoas – UNIFEMM, em 2015, no Rio de Janeiro.

A preparação dele para o Exame de Ordem da OAB começou no último ano da faculdade, quando uma amiga o convidou para assinar um termo de compromisso: passar na prova na primeira tentativa. Até então, ele não sabia se faria a prova, talvez por certo temor, já que havia a mística de ser uma prova superdifícil.

Após firmar o compromisso, ele começou a fazer toda preparação com CERS. Além da faculdade, Gabriel ainda precisou conciliar os estudos para a prova com o trabalho. Um desafio ainda maior para montar o cronograma de estudos.

“Sou sargento do Exército Brasileiro. Então, minha rotina era bastante variada. Normalmente, trabalhava durante a semana, de 8h as 16h30, e, por muitas vezes, nos finais de semana, durante 24h seguidas. Além de missões operacionais que chegavam a me deixar diversos dias fora de casa e da faculdade, mas sempre levava o material de estudo comigo”, explica.

Após o expediente no Exército, Gabriel ia para a faculdade e só chegava às 22h30 em casa. Só então, ele começava a estudar para o exame de ordem até duas horas da manhã todos os dias. Por isso, ele também aproveitava praticamente todos os horários livres para avançar nos estudos: intervalo para o almoço, no trajeto para a faculdade e às vezes até durante as aulas.

De sexta a domingo eram os dias que mais estudava. Por vezes, ele chegava sexta do trabalho e só saia de casa segunda novamente. “Chegava estudar 12h por dia. Não por neurose, mas porque aprendi a ter prazer no estudo”.

Ele lembra que, na reta final para a 2ª fase, ele foi para uma missão de 10 dias. Como não tinha acesso à internet, ele imprimiu diversas provas anteriores da OAB e simulados do CERS. Os trabalhos, neste período, iniciavam às 6h e acabavam às 20h. Porém, mesmo cansado, Gabriel seguia até 1h da manhã para cumprir o cronograma sugerido pela professora Aryanna.

Para enfrentar esta maratona, ele optou por deixar o TCC um pouco de lado e aproveitava quatro tempos de aulas semanais que a faculdade disponibilizava como preparatório para a OAB.

A estratégia adotada por Gabriel na primeira fase da OAB foi assistir ao máximo de aulas online que pôde, mas sabendo que não conseguiria estudar todo o edital, focou nas matérias que tinha mais facilidade e maior conteúdo programático. “Dividia resumos das matérias com minha amiga Tati. Eu fazia de algumas matérias, ela de outras, e trocávamos. Foi uma estratégia de guerra para alcançar o mínimo de 40 acertos. Consegui 53”. A cada matéria estudada, ele ainda fazia uma bateria de resolução de questões e, a cada semana, um simulado.

Durante a preparação, Gabriel revela que passou por muitas dificuldades na vida pessoal, porém ainda que triste, por muitas vezes, não permitiu que o impedissem de continuar com foco total na prova e alcançasse o objetivo.

“Atribuo minha nota à abnegação de diversos momentos de lazer para focar intensamente na minha preparação e a competência inquestionável dos professores Tonassi e Aryanna. Eles não deixaram uma brecha sequer, o treinamento foi duro como ela dizia, peças imensas que englobavam tudo que fosse possível cair.”

 

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