Cristina Machado: a trajetória até a aprovação no MPDFT

Cristina Machado: a trajetória até a aprovação no MPDFT

Meu nome é Cristina Machado Borges Leal. Me formei no curso de Direito no ano de 2005, aos 22 anos de idade. Em 2006, comecei minha jornada de estudos para concurso público,  conciliando com o trabalho. Como sou de Brasília e nunca quis sair da minha cidade, praticamente só prestava concurso aqui, o que, segundo alguns amigos, atrasaria minha aprovação.

No ano de 2008, passei no concurso de Analista Judiciário do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios e, a partir desse momento, foquei os estudos na Magistratura deste Tribunal. Estudava em média 04 horas por dia, inclusive nos finais de semana. Quando ficava sem estudar, vinha o peso na consciência. Para a prova objetiva me dediquei à resolução de questões e à leitura da lei seca e dos informativos do STJ e do STF.

Não demorou muito e passei na primeira fase. E, então, começou minha saga em busca da aprovação na próxima etapa. Abdiquei de muitas coisas, especialmente de compartilhar momentos com minha família e meus amigos. Depois de fazer algumas vezes a segunda fase do concurso da Magistratura do TJDFT (umas 3 vezes), passei por muita frustração, decepção e vontade de desistir. Também me sentia muito pressionada. Muitas vezes achava que não conseguiria, mas, no fundo, sempre teve uma força dentro de mim dizendo que minha hora ia chegar e eu não podia desistir.  

Veio o 30o concurso para Promotor de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. Fiz como forma de treino e fui surpreendida com a aprovação na primeira fase. Comecei a estudar intensamente para a fase discursiva, fiz curso, reli várias vezes meus resumos e me aprofundei na doutrina e nos informativos. Não consegui passar por poucos pontos. Neste período de estudo, despertou em mim o gosto pelo Ministério Público e comecei a me identificar com suas atribuições.

Após, fiz a segunda fase da Magistratura mais duas vezes. Até que no ano de 2015 veio o meu casamento. Deixei os estudos de lado para organizar tudo. E, nesse mesmo ano, foi publicado o edital do 31o concurso do MPDFT, cuja primeira fase seria uma semana após a minha lua de mel. Uma amiga me indicou o Aulão de Revisão Presencial do Cers. Confesso que nunca gostei de assistir aula na véspera das provas, preferia ler meus resumos, porém, resolvi fazer o curso, pois estava há alguns meses sem estudar direito. Adorei o curso, achei organizado e com uma ótima estrutura. Os professores, dentre eles Rogério Sanches e Renato Brasileiro, cujos livros foram essenciais na minha preparação, revisaram pontos importantes da lei seca, da doutrina e da jurisprudência, muitos deles efetivamente cobrados na prova.

Resultado, logrei êxito na prova objetiva e nas demais fases do certame. Sempre contei com muito apoio da minha família e do meu namorado, hoje, marido, o que foi imprescindível. Assim, aos 33 anos de idade, com muita alegria e me sentindo realizada, aguardo a nomeação no 31o concurso de Promotor de Justiça Adjunto do MPDFT.

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