Márcio Scarpim: aprovação na raça

Márcio Scarpim: aprovação na raça

Olá, meu nome é Marcio Scarpim de Souza. Tenho 38 anos, sou carioca e fui aprovado no concurso público para Advogado da União (AGU/2015).

Iniciei a jornada de estudos para concursos públicos jurídicos no início de 2015, apesar de já trilhar a excelente carreira de engenheiro militar do Exército. A faculdade de Direito, concluída em 2011, despertou um forte desejo migrar para um cargo público jurídico federal. Após a colação de grau, passei um tempo a serviço da União no exterior. Foi uma ótima experiência profissional e pessoal, mas também foi um período totalmente afastado do Direito e dos concursos. Retornei ao Brasil em 2014, mesmo ano em que meu filho nasceu.

Foi muito difícil conciliar trabalho, família e estudos, mas não foi impossível, senão não estaria contando essa história hoje! O ritmo precisava ser intenso pois estava há mais de 2 anos desatualizado. Estudava, principalmente, doutrina e informativos esquematizados do STF e STJ. Não tinha tempo para fazer resumos das disciplinas, mas organizava os julgados dos informativos em uma tabela do excel, o que facilitava as revisões. Com um filho de 6 meses, era difícil organizar e cumprir um cronograma de estudos.

Meu tempo de estudo era bastante fragmentado e não era de muita qualidade, era mais “na raça” mesmo. Perdi a conta de quantas vezes estudei na sala fazendo companhia para meu filho enquanto ele brincava, de quantas vídeoaulas assisti enquanto ninava ele no ombro etc. Só dava para me isolar no escritório quando meu filho ia dormir.

O apoio de minha esposa foi essencial para suprir minhas ausências. Sem a sua ajuda eu não estaria contando essa história hoje. No entanto, naturalmente era difícil para ela compreender a importância do meu novo plano de carreira. Nossas finanças domésticas estavam equilibradas, ambos éramos militares de carreira, tínhamos um bom apartamento quitado, sem dívidas, morando próximo ao trabalho e à família etc. O custo familiar do meu ritmo de estudos era pesado. Demorou um tempo para que o sonho que eu tinha começasse a empolgá-la também. Quando os resultados começaram a vir, ficou mais fácil acreditar, tanto para mim quanto para minha família.

Eu “mendigava” tempo de muitas formas. Estudei nas noites de natal e ano novo de 2015. Ouvia a Constituição no carro indo e voltando do trabalho. Estudava no quarto quando tinha visita em casa no fim-de-semana, só saindo na hora das refeições ou para cantar parabéns para o aniversariante, que às vezes era eu. Estudava pelo celular na fila do banco, caminhando da casa até a praça com meu filho, andando até a padaria etc. E, apesar de tudo isso, o tempo médio de estudo não passava de 3 horas diárias, e não tinha muita qualidade. No mês anterior a cada fase eu conseguia estudar um pouco mais, mas raramente passava de 4 horas. Parece meio louco, e realmente era. Quanto mais eu estudava mais sentia a necessidade de aprender mais para estar preparado quando um bom concurso surgisse. O projeto do cargo público jurídico era um caminho sem volta, ou passava ou passava. Tinha colocado na cabeça que não ia desistir de jeito nenhum.

Atribuo minha aprovação à extrema determinação que coloquei nesse projeto. Por mais que haja dificuldades, ninguém deixa de fazer o que é essencial, de um jeito ou de outro a gente arruma tempo.

O auxílio do CERS na minha preparação foi muito importante, especialmente na 1ª fase (prova objetiva), que é a grande peneira do concurso: dos quase 24000 inscritos para o concurso da AGU/2015, apenas 357 candidatos na concorrência ampla passariam à 2ª fase (provas discursivas). Além do Projeto UTI de resolução de questões objetivas estilo CESPE, passei também pelos cursos Começando do Zero em Direito Tributário, Direito Administrativo, Direito do Trabalho e Direito Processual do Trabalho. Os professores desses cursos eram bastante objetivos e didáticos, o que me ajudou a formar uma base sólida de conhecimento jurídico atualizado para enfrentar o CESPE na prova objetiva. Escolhi o CERS porque já conhecia a qualidade do curso desde 2011: fiz as turmas online de preparação para a 1ª e 2ª fases do IV Exame de Ordem da OAB, sendo aprovado na 1ª tentativa.

Ao final dessa longa, exaustiva e gratificante jornada, Deus me concedeu a graça de alcançar a tão sonhada aprovação para o cargo de Advogado da União. Recordando o caminho percorrido, vejo que valeu a pena confiar no Curso CERS para me auxiliar nesse árduo concurso público! Os diferenciais do CERS, na minha visão, são a qualidade dos professores, a disponibilização de bons resumos de aula e a objetividade e foco dos conteúdos programáticos dos cursos.

Aos colegas concurseiros que prosseguem na preparação, parabenizo-os desde já pela aprovação, que certamente virá. Não desistiam de seus sonhos, mas corram até alcançá-los. Que Deus os abençoe sempre!

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