Mary dos Santos: de dona de casa a concurseira

Mary dos Santos: de dona de casa a concurseira

Sou Mary Moreira dos Santos, tenho 60 anos e moro em Fortaleza – CE.

Iniciei meus estudos para concurso em fevereiro de 2013. Estava desempregada, porém, com as obrigações da casa para cuidar. Então, eu aproveitava todos os momentos de menor ocupação para estudar. Pela manhã eu estudava de 8 às 11 horas, fazia uma pausa para cozinha, almoço, pequeno descanso após o almoço e reiniciava os estudos por volta das 14:00h. Às 17:00h nova pausa, atividades de cozinha, jantar, pequeno descanso e voltava pros estudos por volta das 20:00h. Aí o céu era o limite, enquanto o sono não chegasse, eu ficava estudando. Muitas vezes passava de 0h.

Aconselhada pela minha filha, que já era técnica judiciária do TRT desde 2010, foquei, também, o TRT. Como ela me disse, não adiantava fazer todo concurso que aparecesse. Então comecei minha caminhada. Fiz os Concursos de TRT dos Estados: Bahia, Alagoas, São Paulo (Class. 1861), Maranhão, Minas, Paraná, Mato Grosso, Rondônia (classif. 531) e por fim, Pará, onde me classifiquei em 53º lugar.

Sempre estudei através de aulas online, e resolução de questões. Meu cronograma era organizado conforme o curso que eu houvesse comprado. Quando não havia edital, eu estudava uma disciplina por dia: Direito do Trabalho, Processo do Trabalho, Direito Administrativo e Direito Constitucional. O caderno de anotações (Resumos) era indispensável. Sempre estudando sozinha, nunca tive grupo de estudos. Quando surgia um Edital, aí eu comprava o curso intensivo do CERS, que contemplava todo o conteúdo e aí, adequava meu cronograma para dar tempo ver tudo!

Em algumas viagens, poucas, tive companhia. Então eu diria que minha maior dificuldade foram as viagens sozinha, para estados distantes, e me ver num avião rodeada de jovens, com idade para serem meus filhos, agrupados, efervescentes, resolvendo questões, e eu, me sentindo a “diferentona”, nem demonstrava que estava viajando com o mesmo objetivo que eles.

No período de estudos, 3 anos, passei por muitas turbulências, inclusive mudança de cidade, morava no interior do Ceará, há mais de 20 anos, e viemos para Fortaleza em 2014. Porém, a maior barra que enfrentei foi a morte da minha mãezinha, em 2013. Atribuo minha aprovação à persistência nos estudos. Também sou uma pessoa que crê em Deus, minha fé me ajudou bastante. E hoje, eu tenho a certeza de que só não passa, quem para no meio do caminho.

O CERS, sem dúvida me ajudou bastante! Os cursos são uma oportunidade para uma revisão geral, atualizada e contextualizada do Edital. Os professores Aryanna Linhares, Rafael Tonassi, Henrique Correia e Elisson Miessa dão aulas que são verdadeiros tesouros para quem quer seguir a carreira trabalhista.

Todos os professores são maravilhosos e nesse concurso do Pará, a redação, cujo tema era o Ciclo PDCA, me ajudou bastante, pois, sobre o tema, eu assisti às aulas de Adm. Pública, da Professora Elizabete Moreira, que detalhou o tal Ciclo. Quase não acreditei quando li o Tema. A redação valia 40,00 pontos e eu fiz 39,50!

 

4 thoughts on “Mary dos Santos: de dona de casa a concurseira

  1. Isso mostra que não tem idade para ir atras dos sonhos quem desite ja tá morto meus parabens pois eu com 30 e amigos ja querem que eu desita não vou fazer e estou na luta. voçe é exemplo

    1. Muito bem. Não desista, nem dê intervalos. Concurseiro se torna “chato” pros amigos que ficam convidando pras farras e não entendem que você tem um objetivo maior. O que é um sacrifício de 2 ou 3 anos estudando e ter o resto da vida tranquilo, com sua estabilidade e fazendo o que bem desejar? Seja “chato”, vale muito à pena!

  2. Essa é a Mary que eu conheço – inteligente, aguerrida, disposta e sempre jovem. Exemplo.
    Super parabéns! Sucessso. Bjo

    1. Iúna, querida! Muito obrigada pelas palavras. Você bém é uma pessoa determinada, disciplinada e vencedora!

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